Informativo

INFLUENZA / GRIPE


Orientações para Escolas

Tempo de leitura: 8 minutos

Atualização: abril/2025

DEFINIÇÃO

A gripe é uma infecção respiratória com potencial de causar complicações graves, especialmente em crianças. As menores de 5 anos – principalmente as com menos de 2 anos – e aquelas com condições médicas preexistentes estão entre os grupos mais vulneráveis.


O vírus influenza A possui mais de 130 subtipos, sendo o H1N1 e o H3N2 os mais frequentes. Embora mais comum no inverno, pode circular durante todo o ano, especialmente em regiões tropicais como o Brasil. Os vírus influenza A e B são os principais responsáveis pelas epidemias sazonais em humanos.


Em 2025, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, houve aumento expressivo de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com destaque para os casos associados à influenza. Até a semana epidemiológica 13, 6,4% dos casos positivos foram causados por influenza A e 2% por influenza B. Esses dados reforçam a importância da vacinação e da vigilância contínua para proteção dos grupos mais suscetíveis

TRANSMISSÃO

👃 Inalação de gotículas: Pequenas gotículas, liberadas no ar através da tosse, espirro ou até mesmo durante a fala, podem ser inaladas por pessoas próximas, o que facilita a transmissão do vírus, especialmente em ambientes fechados e com pouca ventilação.


🖐️ Contato com secreções: Tocar o muco do nariz ou escarro de uma pessoa infectada e depois levar as mãos aos olhos, nariz ou boca pode resultar em infecção.


🖐️ Contato com objetos contaminados: O vírus também pode ser transmitido ao tocar em objetos contaminados, como brinquedos, maçanetas ou móveis, e depois levar as mãos à boca, especialmente se houver saliva ou outras secreções infectadas nesses objetos.


📋 PERÍODO DE TRANSMISSÃO

🔸Período de incubação:

Varia entre 1 a 4 dias. Esse é o intervalo entre o momento do contato com a pessoa infectada e o surgimento dos primeiros sintomas.


🔸Período de transmissão:

A gripe pode ser transmitida para outras pessoas antes mesmo que a pessoa perceba que está doente ou enquanto apresenta sintomas. O período de maior contágio ocorre nos três primeiros dias da doença, quando a transmissibilidade é mais alta.


Em adultos saudáveis, a transmissão pode ocorrer desde um dia antes do aparecimento dos sintomas até cinco a sete dias após o início da doença. No entanto, em certos grupos, como crianças pequenas e pessoas com o sistema imunológico comprometido, o período de contágio pode ser mais prolongado.


A capacidade de transmissão geralmente diminui gradualmente e tende a reduzir significativamente após 24 horas sem febre, especialmente com o uso de medidas preventivas, como repouso e isolamento.


📋 PERÍODO DE ISOLAMENTO

Segundo o Ministério da Saúde, pessoas com sintomas de gripe devem evitar sair de casa durante o período de transmissão, que pode durar até 7 dias após o início dos sintomas. Recomenda-se o afastamento temporário de atividades como trabalho ou escola até pelo menos 24 horas após o desaparecimento da febre, sem o uso de medicamentos para reduzir a temperatura.

SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas da gripe geralmente começam de 3 a 5 dias após a exposição ao vírus. Entre os sinais mais comuns estão:


🔸Febre repentina

🔸Rinorreia (nariz escorrendo)

🔸Perda de apetite

🔸Calafrios

🔸Dor de garganta

🔸Tosse seca, que pode persistir por 2 semanas ou mais

🔸Sensação de mal-estar

🔸Dores musculares e nas articulações

🔸Dor de cabeça

🔸Conjuntivite

🔸Dor abdominal, diarreia ou vômito, sendo esses últimos mais frequentes em crianças.


📋 GRUPOS DE PESSOAS VULNERÁVEIS

🔸Gestantes

🔸Puérperas

🔸Adultos com mais de 60 anos

🔸Crianças menores de cinco anos de idade

🔸Pessoas com comorbidades ou condições clínicas especiais (cardiorrespiratórias, com obesidade mórbida, diabetes, imunossupressão, entre outros).

VACINAÇÃO

A vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos. A vacina trivalente, utilizada em 2025, protege contra os vírus H1N1, H3N2 e tipo B. Ela é segura, eficaz e pode ser administrada junto a outras vacinas do Calendário Nacional. Está contraindicada apenas para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores. 


A vacinação está disponível no SUS para crianças maiores de 6 meses até 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos, além dos grupos prioritários.


🔸Vacina trivalente - rede pública:

As vacinas oferecidas na rede pública de saúde são trivalentes, produzidas pelo Instituto Butantan. Sua composição é atualizada anualmente para se adequar às cepas do vírus mais predominantes. Em 2024, a vacina inclui três cepas combinadas: o vírus A (H1N1), o vírus A (H3N2) e o vírus B (linhagem B/Victoria), conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).


🔸Vacina tetravalente - rede privada:

A vacina tetravalente, disponível na rede privada, contém quatro cepas do vírus da gripe: duas do tipo A (H1N1 e H3N2) e duas do tipo B (linhagens B/Victoria e B/Phuket da linhagem Yamagata).


📋 GRUPOS PRIORITÁRIOS PARA VACINAÇÃO

🔸Crianças maiores de 6 meses até os 5 anos

🔸Pessoas com 60 anos ou mais

🔸Pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILPI e RI) e seus trabalhadores

🔸Pessoas imunocomprometidas

🔸Professores das escolas públicas e privadas

🔸Indígenas vivendo em terra indígena

🔸Ribeirinhos

🔸Quilombolas

🔸Gestantes e puérperas

🔸Trabalhadores de Saúde

🔸Pessoas com deficiência permanente

🔸Pessoas com comorbidades

🔸Pessoas privadas de liberdade (≥ 18 anos)

🔸Funcionários do sistema de privação de liberdade

🔸Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas

🔸Pessoas em situação de rua

🏠 O QUE A FAMÍLIA PODE FAZER?


🔸Se houver suspeita de Influenza: é fundamental procurar atendimento médico para uma avaliação zação de testes e seguir as orientações de isolamento. Como os sintomas da influenza e da COVID-19 podem ser muito semelhantes, é impossível diferenciá-las apenas pelo quadro clínico. Por isso, é essencial contar com a avaliação de um profissional de saúde, que indicará a melhor conduta e tratamento conforme cada caso.


🔸Não envie à escola estudantes que apresentem: mal-estar geral, febre, vômitos, diarreia ou qualquer outro sintoma que dificulte sua alimentação, hidratação ou participação nas atividades pedagógicas. Nesses casos, é essencial procurar o serviço de saúde para uma avaliação adequada.


🔸Higienização das mãos: deve ser intensificada por todos os membros da família, pois a principal forma de transmissão de doenças ocorre através do contato com as mãos.


🔸Evite ambientes fechados: e aglomerados se algum membro da família estiver com sintomas, para reduzir o risco de transmissão.


🔸Assegure que as unhas das crianças: estejam limpas e aparadas, ajudando a evitar o acúmulo de sujeira e a propagação de germes.


🔸Ensine e incentive a prática da etiqueta respiratória: cobrir a boca e o nariz com a mão ou cotovelo ao espirrar ou tossir, lavar as mãos imediatamente após e evitar tocar os olhos, boca e nariz.


🔸Sempre que houver suspeita ou confirmação de uma doença: comunique a escola para que possam ser adotadas medidas preventivas.


🔸Caso o estudante apresente febre ou mal-estar geral na escola: é fundamental buscá-lo prontamente. Para garantir um ambiente escolar saudável, é importante que os estudantes estejam em boas condições de saúde para participar das atividades.


🔸Manter a vacinação contra a Influenza em dia: continua sendo a medida mais eficaz para evitar formas graves da doença e proteger a saúde de todos.


🔸Educação sobre a gripe:

Para ajudar as crianças e jovens a compreenderem melhor a gripe de forma educativa e divertida, a família pode utilizar recursos lúdicos. Um exemplo é o jogo de dominó desenvolvido pelo Instituto Butantan, que aborda o tema da gripe e sua prevenção de forma interativa. Acessar o jogo e outras ferramentas educativas pode ser uma maneira eficaz de ensinar sobre o vírus e as medidas de proteção. Para saber mais sobre o jogo, você pode acessar aqui.

🎥 Campanha higienização das mãos na escola

Acesse o vídeo para conhecer a campanha


📋 QUANDO O CASO FOR CONFIRMADO COM SEU FILHO:

🔸Isolamento:

O seu filho deve permanecer em casa até que esteja em bom estado geral e sem febre por, no mínimo, 24 horas, sem o uso de medicamentos antitérmicos.


🔸Uso de máscaras:

Caso seja necessário sair de casa durante o período sintomático, utilize máscaras de boa qualidade para reduzir o risco de transmissão.


🔸Evitar frequentar determinados locais:

Evite levar seu filho a ambientes com aglomerações, locais com pessoas imunocomprometidas, viagens ou espaços onde o uso de máscaras não seja possível.


🔸Melhorar a ventilação:

Mantenha a ventilação adequada em casa, abrindo janelas e portas sempre que possível, para garantir a boa circulação do ar.


🔸Seguir orientações da equipe de saúde:

Assegure que seu filho se mantenha bem hidratado, tenha uma alimentação adequada e siga corretamente o uso dos medicamentos prescritos pelo profissional de saúde.


🔸Uso de máscaras:

Caso seja necessário sair de casa durante o período sintomático, utilize máscaras de boa qualidade para reduzir o risco de transmissão.


🔸Em casos leves:

  • Proporcionar alívio da dor e dos sintomas associados a febre conforme orientação do pediatra.
  • Estimular a hidratação.
  • Alimentação leve como canja - consulte referência científica aqui
  • Alívio da tosse com lambedor ou mel < 2 anos - consulte referência científica aqui
  • Elevar a cabeceira para bebês
  • Desobstrução das vias aéreas de forma gentil (lavagem nasal)
  • Fisioterapia respiratória
  • Saiba mais sobre lambedor com Dr. Flávio Pediatra 🎥 acesse aqui

🏫 O QUE A ESCOLA PODE FAZER?


👉 Revisa os processos de cuidado às crianças em conjunto com a equipe.


👉 Intensifica as orientações para a correta higienização das mãos por todos, educando para a prevenção.


👉 Intensifica orientações para cobrir a boca ao tossir para todos.


👉 Utiliza cartazes de orientação sobre o tema pela escola (modelos de cartazes aqui e mais alguns aqui.


👉 Intensifica a limpeza dos brinquedos e superfícies de alto contato, minimizando o risco de transmissão de vírus.


👉 Mantém as janelas abertas e prioriza atividades ao ar livre para melhorar a ventilação e reduzir o risco de contágio.


👉 Escalona as atividades nos diferentes espaços, evitando aglomerações dos estudantes.


👉 Identifica estudantes sintomáticos e solicita sua retirada imediata.


👉 Incentiva o uso de garrafinhas individuais e desativa bebedouros com disparo direto à boca, promovendo hábitos mais seguros.


👉 Orienta para que não haja compartilhamento de objetos entre os estudantes, prevenindo a disseminação de doenças.


👉 Se reúne periodicamente para planejar e ajustar as medidas de prevenção conforme necessário.


👉 Incentiva a prática de etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com as mãos ou cotovelo ao tossir e espirrar, lavar as mãos logo após e evitar o contato com os olhos, boca e nariz.


👉 Comunica às autoridades de saúde, como a UBS, os casos confirmados, especialmente quando atingem mais de 10% de uma mesma turma, e monitora os casos suspeitos para controle da disseminação.


👉 Solicita a cópia da caderneta de vacinação dos estudantes e da equipe escolar para documentar a atualização das vacinas.


👉 Incentiva as campanhas de vacinação junto à comunidade escolar, promovendo a adesão às medidas de proteção.


👉 Autoriza o retorno às atividades escolares dos estudantes que estejam em boas condições de saúde, sem febre há pelo menos 24 horas (sem o uso de medicamentos) e que tenham cumprido o período de isolamento definido pelo serviço de saúde.

Com a colaboração de todos, é possível garantir um ambiente escolar mais saudável e promotor de bem-estar para toda a comunidade!

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PRINCIPAIS REFERÊNCIAS

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